quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Atividades Complementares: 6º Semestre Letras



O PAPEL DA ESCOLA É ENSINAR LÍNGUA PADRÃO

POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado das Letras, 1996.

É importante que este tópico fique claro, e esteja na memória do leitor, quando estiver eventualmente achando estranha alguma das teses seguintes. Talvez deva repetir que adoto sem qualquer dúvida o princípio (quase evidente) de que o objetivo da escola é ensinar o português padrão, ou, talvez mais exatamente, o de criar condições para que ele seja aprendido. Qualquer outra hipótese é um equívoco político e pedagógico. A tese de que não se deve ensinar ou exigir o domínio do dialeto padrão dos alunos que conhecem e usam dialetos não padrões baseia-se em parte no preconceito segundo o qual seria difícil aprender o padrão. Isto é falso, tanto do ponto de vista da capacidade dos falantes quanto do grau de complexidade de um dialeto padrão. As razões pelas quais não se aprende, ou se aprende mas não se usa um dialeto padrão, são de outra ordem, e têm a ver em grande parte com os valores sociais dominantes e um pouco com estratégias escolares discutíveis. Vou expandir um pouco e justificar as afirmações acima. Antes, preciso dizer que considero que estamos todos de acordo sobre um ponto: que o problema do ensino do padrão só se põe de forma grave quando se trata do ensino do padrão a quem não o fala usualmente, isto é, a questão é particularmente grave em especial para alunos das classes populares, por mais que também haja alguns problemas decorrentes das diferenças entre fala e escrita, qualquer que seja o dialeto (mas, insisto sobre a hipótese de que, provavelmente, tais problemas sejam mais de tipo textual do que de tipo gramatical).
Como toda a boa tese, a que estou defendendo aqui é afirmada contra alguma outra, real ou hipotética, às vezes atribuída aos linguistas. Dentre as que defenderiam que a função da escola é ensinar português padrão, aquelas que vale a pena comentar são basicamente duas. Uma é de natureza político-cultural. Outra, de natureza cognitiva.
A tese de natureza político-cultural diz basicamente que é uma violência, ou uma injustiça, impor a um grupo social os valores de outro grupo. Ela valeria tanto para guiar as relações entre brancos e índios quanto para guiar as relações entre — para simplificar um pouco — pobres e ricos, privilegiados e "descamisados". Dado que a chamada língua padrão é de fato o dialeto dos grupos sociais mais favorecidos, tornar seu ensino obrigatório para os grupos sociais menos favorecidos, como se fosse o único dialeto válido, seria uma violência cultural. Isso porque, juntamente com as formas linguísticas (com a sintaxe, a morfologia, a pronúncia, a escrita), também seriam impostos os valores culturais ligados às formas ditas cultas de falar e escrever, o que implicaria em destruir ou diminuir valores popu1ares. O equívoco, aqui, parece-me, é o de não perceber que os menos favorecidos socialmente só têm a ganhar com o domínio de outra forma de falar e escrever. Desde que se aceite que a mesma língua possa servir a mais de uma ideologia, a mais de uma função, o que parece hoje evidente.
 Isso poderia parecer óbvio, mas é aqui que começa a funcionar o outro equívoco, o de natureza cognitiva. Ele consiste em imaginar que cada falante ou cada grupo de falantes só pode aprender e falar um dialeto (ou uma língua). Dito de outra maneira: a defesa dos valores "populares" suporia que o povo só fala formas populares, e que elas são totalmente distintas das formas utilizadas pelos grupos dominantes. O que vale para formas linguísticas valeria para outras formas de manifestação cultural. A hipótese supõe também que o aprendizado de uma língua ou de um dialeto é uma tarefa difícil, ou, pelo menos, difícil para certos grupos ou para certas pessoas. Ora, todas as evidências vão no sentido contrário. Qualquer pessoa, principalmente se for criança, aprende com velocidade muito grande outras formas de falar, sejam elas outros dialetos ou outras línguas, desde que expostas consistentemente a elas. Em resumo, aprender outro dialeto é relativamente fácil. Portanto, nenhuma das razões para não ensinar o dialeto padrão na escola têm alguma base razoável.
Em que consistiria o domínio do português padrão? Do ponto de vista da escola, trata-se em especial (embora não só) da aquisição de determinado grau de domínio da escrita e da leitura. É evidentemente difícil fixar os limites mínimos satisfatórios que os alunos deveriam poder atingir. Mas, parece razoável imaginar, como projeto, que a escola se proponha como objetivo que os alunos, aos 15 anos de vida e 8 de escola, escrevam, sem traumas, diversos tipos de texto (narrativas, textos argumentativos, textos informativos, atas, cartas de vários tipos etc.; pode-se excluir a produção de textos literários dos objetivos da escola, já que literatos certamente não se fazem nos bancos escolares; o máximo que se pode esperar é que eles aí não se percam) e leiam produtivamente textos também variados: textos jornalísticos, como colunas de economia, política, educação, textos de divulgação científica em vários campos, textos técnicos (aí incluído o manual de declaração do imposto de renda, por exemplo) e, obviamente, e com muito destaque, literatura. No final do segundo grau, deveriam conhecer a literatura contemporânea e os principais clássicos da língua. Seria bom que conhecessem também, nesse nível de formação escolar, pelo menos alguns dos principais clássicos da literatura universal, pelo menos nas edições condensadas.
Para que as posições aqui defendidas façam sentido, é preciso antes ler claro que tal objetivo certamente não é atingido atuaImente, como regra, São relativamente poucos os alunos egressos do segundo grau que executam esses dois tipos de atividade com frequência e naturalidade. Mas, gostaria de deixar claro que não se está propondo um projeto inexequível, nem novo. É apenas o óbvio. O que proponho é que o óbvio seja efetivamente realizado. Uma das medidas para que esse grau de utilização efetiva da língua escrita possa ser atingido é escrever e ler constantemente, inclusive nas próprias aulas de português. Ler e escrever não são tarefas extras que possam ser sugeridas aos alunos como lição de casa e atitude de vida, mas atividades essenciais ao ensino da língua. Portanto, seu lugar privilegiado, embora não exclusivo, é a própria sala de aula.
As razões pelas quais — às vezes — a escola fracassa na consecução desse objetivo são variadas. Como disse acima, as razões podem ser de ordem metodológica (pedagógica) ou decorrentes de valores sociais complexos. Alguns desses empecilhos podem ser destruídos na própria escola. Outros, não. Alguns dos problemas que levam ao fracasso têm a ver com a forma como se concebem a função e as estratégias do ensino de língua. A única opção de uma escola comprometida com melhoria da qualidade do ensino está entre ensinar ou deixar aprender... Qualquer outra implica em conformar-se com o fracasso ou, pior, em atribuí-lo exclusivamente aos alunos.


Após a leitura do texto de Possenti, comente buscando tentar responder os seguintes questionamentos:

1) Quais os grandes problemas que encontramos no ensino de Língua Portuguesa na escola?

2) Quais são as soluções que o autor apresenta?

 


 

18 comentários:

Jeorgina Trindade disse...

É gratificante quando um aluno já tem o domínio da leitura e é de fato um leitor. Não basta somente decodificar as palavras, mas entender o implícito e o explicito que há em um texto.
Hoje não trabalha-se mais a gramatica isoladamente,mas sim em um contexto, numa aplicação. É através dos textos, e trabalhando a convivência dos alunos e inserindo-os nesse contexto que acreditamos em um melhor aprendizado e domínio da norma padrão.

Jeorgina Trindade







Anônimo disse...

Na aprendizagem escolar, para o autor, há influência de fatores afetivos e sociais, tais como: os que afetam as relações professor-aluno, os que interferem nas disposições emocionais para enfrentar as tarefas escolares, os que contribuem ou dificultam a formação de atitudes positivas frente as suas capacidades, aos problemas e as situações da realidade e do processo de ensino e aprendizagem. É preciso que o professor ative a memória do aluno utilizando-se dos pilares da memória que são coerência, motivação e emoção.

Nome: Larissa Sampaio Correa RGM: 6768 Matunino 6°pedagogia

Anônimo disse...

Para o autor um dos fracassos é a metodologia,uma das medidas que ele propoem é que a leitura e escrita fassa parte do cotidiano escolar dos alunos.Essa leitura não pode ser tarefa.Tem que fazer parte da rotina do aluno.A escola tem que ser comprometida com a melhora do ensino.O professor precisa motivar os seus alunos a refletirem e pensar.

Karen Soares 7186-Pedagogia

Anônimo disse...

Acredito que a norma padrão tem de ser sim ensinada nas escolas, pois a maioria dos textos fora dela apresentam a escrita em norma padrão, porém, o que acontece de problema é que se desconsidera a norma não-padrão e esta deveria ser valorizada na escola, para que o aluno não se sinta excluído por não falar "corretamente" como se pede, para que ele entenda que a maneira que ele fala é de um determinado grupo social e é uma forma aceita, visto que consegue levar ao entendimento. O que tem de mudar é a maneira com que se ensina, a gramática tem de se encaixar no contexto do aluno, assim, seu aprendizado será melhor aceito.
Fernanda Mansur de Almeida - RGM 7034 - 4º letras

Anônimo disse...

Deve-se ensinar gramática é importante o domínio da norma padrão, porém tem que ter lógica na aplicação desses ensinamentos, é necessário que faça sentido para o aluno, não dá para ensinar gramática isoladamente é preciso como diz o autor, um ensino onde os alunos escrevam, debatam seus textos para notar seus “erros” e refaçam de novo aplicando o que lhes foi ensinado, assim com certeza eles aprenderiam de maneira eficaz.

Letícia Almeida Rocha- RGM:6978- 4º Letras.

Anônimo disse...

Aprender português deveria ser uma tarefa simples porque a linguá é utilizada o problema é como ela é utilizada e porque não há prática diária escrita através da lição de casa, uma vez que praticando aprende-se melhor, além claro de utilizar a língua falada.
Uma das poucas soluções seria durante a alfabetização no início do ensino fundamental demonstrar as crianças de forma agradável e prazerosa o exercício e a prática da leitura em casa, inclusive tendo o apoio e incentivo de familiares, porém isso não acontece há alguns anos, devido a saída da mulher para trabalhar deixando a criação dos filhos nas mãos de terceiros.

NADJA VERIDIANA - RGM 7212 - LETRAS

Anônimo disse...

Com certeza deve-se ensinar gramática na escola, sendo que "esta" é muito importante tanto na escrita quanto na fala, até porque estamos inseridos em uma sociedade contemporânea, na qual nossa aprendizagem é medida a todo momento, principalmente para o mercado de trabalho. Em meu entendimento o que falta no ensino da gramática é a sua aplicabilidade, como essa gramática será ensinada, pois quando se aprende algo que serve de uso em nossas vidas, certamente ficará guardando dentro de nós, de maneira que não esqueceremos, em outras palavras, ensinar gramática contextualizando-a, descrição e uso. Sabe-se que ser professor é uma profissão importantíssima e mesmo com tantos problemas encarados, é possível ainda sonhar em mudar o ensino da nossa língua de uma forma a que todos venham aprender e valorizá-la em prol de um ensino de qualidade.

Ana Clara de Oliveira - RGM: 7061 - LETRAS

Anônimo disse...

É de extrema relevância a questão apontada por Sírio Possenti, a cerca da Língua Portuguesa, no qual afirma "que o objetivo da escola é ensinar Língua Portuguesa"; e mais que isso quando o autor afirma que é necessário criar condições para isso. O mais interessante foi a desmistificação quanto a dificuldade em se aprender, já que somos falantes nativos, e a classe dominante cria e reafirma a ideia da dificuldade para sempre afastar as classes populares da norma padrão, para assim se diferenciar das mesmas, e como os linguistas são pertencentes a esta classe ajudam a manter o paradigma da dificuldade de natureza política cultural e cognitiva, logo são disseminados e copiados por profissionais de educação mesmo que os alunos não tem capacidade. Logo, terminam o ensino médio não alcançando as quatro proficiência que lhe são de direito, que é falar bem, ler bem, escrever bem, escutar bem, que são as bases para adquirir todos os outros conhecimentos necessários para a vida, obviamente que precisa ser falada insistentemente para mudar a realidade de todos os contextos...

Kátia Pires Mendes - RGM: 6702
UNISUZ/UNIESP - 4º Semestre de Letras
AACC - Profª Ms. Renata Borges

Anônimo disse...

Embasado nas afirmações de Possenti (1996), percebe-se que ainda há muitos desafios a serem enfrentados por docentes que tentam ensinar a língua em sala de aula, muitas vezes enquanto professores somos obrigados a trabalhar uma situação de aprendizagem que muitas vezes está fora do contexto ao qual o aluno está submetido diariamente em sua vida social. Mas, sabemos que para que tenhamos cidadãos dotados de valores éticos e sociais é necessário que a escola abra espaços para a construção desses valores e tudo isso virá pelo contato da linguagem que há entre os professores e alunos no ambiente escolar.
Ao ensinar Língua Portuguesa na escola encontramos diversos problemas, muitas vezes, alunos que não aceitam as variações que ocorrem com a língua ficando restritos apenas a língua formal, o que os fazem puristas, já outros só utilizam a linguagem coloquial e em muitos casos desconhecem a língua culta, apresentando muitas dificuldades em contextos em que esta deve ser utilizada. Além disso, há um déficit na comunicação formal desses alunos cujo léxico muitas vezes está preenchido por palavras advindas de um contexto social tido como estigmatizado e com isso o educador terá de enfrentar essas e outras situações para mostrar o uso da língua em questão.
Já no que tange ao ensino de gramática atualmente, encontra-se professores que em muitos casos não conseguem vincular esse ensino às práticas do contexto em que os alunos estão inseridos e muitas vezes a língua padrão acaba por ser cobrada, mas não é ensinada como deveria ser, de maneira contextualizada.
Por fim, no que diz respeito as soluções propostas por Possenti (1996) indentifica-se que Para que a língua possa ser ensinada de maneira significativa é necessário que o docente possa ler constantemente com os alunos, trabalhar com os diversos tipos de dialetos, no que tange ao ensino de língua padrão o professor poderá ensinar abordando o universo do aluno envolvido e desfrutar o espaço que utilizam como laboratório, quero dizer, a sala de aula e com isso esses alunos possam construir por meio de atividades essenciais de ensino da língua, os seus valores enquanto sujeitos ativos, tanto na escola quanto na sociedade em que se inserem.

Igor Aparecido Cardoso Silva - RGM: 6718
Curso de Letras - Faculdade Unida de Suzano - UNISUZ/UNIESP
Profª Ms. Renata Borges - AACC (Atividades Acadêmicas Científicas - Culturais)

Anônimo disse...

Partindo desse pressuposto, podemos dizer que os estudos voltados a leitura é de extrema importância em sala de aula, visando que o aluno não irá compreender sozinho o significado de tais gêneros textuais, que por sua vez, o aluno precisa de um professor que irá focar seus conhecimentos de leitura na necessidade dos alunos.
Sendo assim, a escola assume um papel fundamental para destinar esses alunos a ganhar gosto pela leitura fazendo com que os mesmos possam utilizar a biblioteca da escola, que nada mais é que um espaço muito interacional para que os alunos possam fazer a interação a uma boa leitura e sintam prazer em ler, não só no âmbito escolar, mas também em outros ambientes, como em casa, na rua e até mesmo dentro de uma condução, enfim tudo é leitura e faz parte da cultura.

Renata de Andrade Alves- RGM:6901
Curso de Letras- Faculdade Unida de Suzano- UNIZUS/UNIESP
Profª Ms Renata Borges-AACC (Atividades Acadêmicas Cientificas-Culturais)

30 de outubro de 2016 21:00

Anônimo disse...

De acordo com esse texto que elabora o contexto voltado a leitura, vale ressaltar que é um papel muito importante tanto do professor quanto do aluno para desenvolver uma boa leitura em sala de aula. Sendo assim logo, é necessário que esse aluno tenha uma motivação para a realização da leitura e um acompanhamento especial e fundamental para desenvolver tal função, pois a leitura faz parte da cultura e do desenvolvimento de mundo do sujeito, tanto dentro ou fora da sala de aula.
Encerro esse breve comentário especificando que a leitura faz parte do universo de um ser e que acaba por ganhar força se houver uma boa base de leitura, pois o sujeito adquire mais conhecimento e eleva a sua bagagem cultural, a leitura em si é tudo e deve ser vista como um todo.


Cláudia Carvalho de Souza- RGM:6359
Curso de letras Faculdade unida de Suzano-UNISUZ/UNIESP
Profª Ms Renata Borges-AACC.

Anônimo disse...

Antes de falarmos porque ensinar ou não gramática normativa nas escolas, é necessário ressaltar a importância de que devemos ensinar 3 modelos de gramática: normativa, descritiva e internalizada. O que ocorre na maioria dos casos é que o professor foca somente na gramática normativa, deixando de lado os dois outros tipos de ensino que temos. O docente deve ter essa consciente de que a língua portuguesa é ampla, viva, dinâmica e que todo falante tem domínio sobre ela. O estudante que conhece essa forma mais ampla de linguagem, torna-se coeficiente na fala, leitura, escrita. Os tópicos que o professor foca em sua matéria geralmente tem três vertentes: gramática, interpretação textual/redação e literatura. A primeira, deve ser desvelada para além da sintaxe e abordando a linguística de maneira mais profunda, trazendo teorias, práticas, exemplos cotidianos, trabalhos que envolvam pesquisas, para os estudantes aprenderem a utilizar a língua de acordo com o contexto, não ficando apenas com um recorte do que ela é: imensa.

Ohana Gonçalves. Letras 6º semestre.

Anônimo disse...

O ensino da gramática é importante sim na vida acadêmica e social do aluno, mas o que devemos entender, é que a língua portuguesa é bem ampla, sendo assim o contexto social em que o aluno vive deve ser levado em conta e analisado também.
O uso da norma padrão deve ser aprendido por todos os falantes da língua portuguesa, e a sociolinguística deve ser de conhecimentos de todos, pois cada região possui a sua maneira de falar, as suas gírias e seus jargões. A leitura e a escrita é algo que deve ser introduzidos na vida do aluno desde o começo, a escola é um meio que possibilitará o acesso maior com os mesmos, mas essa prática não deve se contentar apenas no âmbito escolar, o estudante deve levar essa prática pra vida, pois o conhecimento é algo que devemos almejar mais e mais.

Anônimo disse...

O ensino da gramática é importante sim na vida acadêmica e social do aluno, mas o que devemos entender, é que a língua portuguesa é bem ampla, sendo assim o contexto social em que o aluno vive deve ser levado em conta e analisado também.
O uso da norma padrão deve ser aprendido por todos os falantes da língua portuguesa, e a sociolinguística deve ser de conhecimentos de todos, pois cada região possui a sua maneira de falar, as suas gírias e seus jargões. A leitura e a escrita é algo que deve ser introduzidos na vida do aluno desde o começo, a escola é um meio que possibilitará o acesso maior com os mesmos, mas essa prática não deve se contentar apenas no âmbito escolar, o estudante deve levar essa prática pra vida, pois o conhecimento é algo que devemos almejar mais e mais.

Bruna Líbina de O. Nascimento
RGM: 7206- 4º Letras

Anônimo disse...

Ensinar Língua Portuguesa é uma tarefa árdua que necessita de um grande preparo do professor/educador, para que o importante não seja deixado de lado nem ignorado pelos alunos, que naturalmente enfrentam dificuldades em reconhecer as diferentes formas de se usar a língua de acordo com o ambiente, e em como saber reconhecer isso é importante. Por não haver prática do que se é aprendido na teoria, o desânimo cresce cada vez mais, fazendo com que a língua materna se torne "chata".
É preciso usar de artifícios diferentes e inovadores para trazer esse assunto tão importante de forma que a aprendizagem seja aproveitada ao máximo, obtendo o entendimento - ao menos - total dos alunos; mostrar que pra que serve o que se aprende dentro dos muros da escola é o que falta nas aulas, pois o professor deve trabalhar de maneira com que a língua se torne algo significativo e até divertido.

Ariane Ferraz - RGM: 6783
Letras, UNISUZ - AACC

Daniela Soares disse...

Nosso ensino de Língua portuguesa nas escolas brasileiras ainda é arcaico. Atualmente, com as novas tecnologias presentes no cotidiano dos estudantes e principalmente dentro da sala de aula, encontramos extrema dificuldade para ensinar gramática. Um dos fatores é que ainda não nos adequamos a tanta tecnologia.
Do ponto de vista do nosso ensino arcaico, o domínio do português padrão trata-se da aquisição de determinado grau de domínio da escrita e da leitura e de exercícios constantes de gramática de forma isolada.
Sírio afirma que ao menos no final do segundo grau, os estudantes deveriam conhecer a literatura contemporânea e os principais clássicos da língua. Seria bom que conhecessem também, nesse nível de formação escolar, pelo menos alguns dos principais clássicos da literatura universal, pelo menos nas edições condensadas.
Assim, os estudantes teriam contato com diversos tipos de escrita. Como Possenti cita “Uma das medidas para que esse grau de utilização efetiva da língua escrita possa ser atingido é escrever e ler constantemente, inclusive nas próprias aulas de português. Ler e escrever não são tarefas extras que possam ser sugeridas aos alunos como lição de casa e atitude de vida, mas atividades essenciais ao ensino da língua. Portanto, seu lugar privilegiado, embora não exclusivo, é a própria sala de aula”.
Portanto, Conhecer e dominar a comunicação segundo o padrão formal representa, sem dúvida, um caminho poderoso para a ascensão econômica e social de indivíduos e grupos. Acima de tudo, é uma das maneiras mais eficazes por meio das quais a escola realiza a inclusão social: permitir o acesso a jornais, revistas e livros é abrir as portas para todo o conhecimento científico e filosófico que a humanidade acumulou desde que a escrita foi inventada.


Daniela Batista Soares da Silva- RGM:6889
Curso de letras
Faculdade unida de Suzano-UNISUZ/UNIESP
Profª Ms Renata Borges- AACC.

Luan Santos disse...

É de extrema importância ensinar gramática na escola, mesmo no que se trata de um tema um pouco tanto polemico, por motivos de ser arcaico, mas de modo geral a gramatica é indispensável na vida de um individuo, sendo que o ensino esta atrelado no contexto de ensino, ou seja, a gramatica tem que ser trabalhada de modo conjunto com gêneros textuais diversos, de modo de fácil compreensão. Nesta perspectiva a gramatica auxilia o individuo na leitura e na escrita, dando suporte em seu entendimento.

Luan da Costa Santos
RGM: 7216
Letras
UNISUZ/UNIESP

Unknown disse...

Os métodos de ensino no Brasil ainda são arcaicos, e engessados. Na minha opinião o papel da escola não se remete em apenas ensinar a língua padrão aos alunos, vai muito além disso. Acredito que todos os alunos deveriam sair das escolas com um nível avançado de leitura escrita, podendo não apenas decodificar textos e sim compreende- los e preparados também para produzi-los. Padronizar a língua jamais será possível, pois a língua é uma questão social e varia de acordo com a sociedade em que o indivíduo vive e sua cultura. Então, acredito que o papel da escola transcede a ideia de apenas ensinar uma língua padrão, o papel da escola passa a ser de transformadora.